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por Marcela de Morais Mendes, especial para o LiceuOnline.

Seja gentil, porque todo mundo enfrenta uma batalha. E se realmente quiser ver como
as pessoas são, só o que precisa fazer é olhar.” Extraordinário (2017).

Quantas pessoas que nasceram com má formação você conhece? Com quantas você convive? Quantas pessoas diferentes do “normal” você respeita?

O filme Extraordinário (2017), dirigido por Stephen Chbosky e baseado no livro da R.J Palacio, publicado em 2012, evidencia a vida de um menino. August Pullman nasceu com uma rara anomalia facial denominada de síndrome de Treacher Collins. Por ser proveniente de uma causa genética que afeta entre 50 e 70 mil pessoas no mundo, acaba gerando, em grande parte da população, uma estranheza em relação à aparência física dele. Na obra, o garoto precisou enfrentar pela primeira vez a escola e, infelizmente, lidou com bullying e exclusão por parte da maioria dos alunos da instituição, que além de tratá-lo como diferente, subestimavam sua inteligência, devido sua aparência física peculiar. Eles acreditavam que Auggie era menos capaz de ter bom desempenho em provas e acompanhar as aulas, no entanto, no decorrer do enredo, o garoto se mostrou extremamente capacitado de realizar tais tarefas como qualquer outro ali.

Esse filme traz inúmeros ensinamentos sobre como lidamos com as diferenças no âmbito social, além de deixar claro como o bullying afeta o indivíduo e seus familiares. Quando se nasce diferente dos demais e, por conseguinte, não faz parte dos padrões que a sociedade impõe, muitas vezes, a pessoa é obrigada a ouvir piadinhas sem graça e julgamentos desnecessários de cidadãos que não possuem vergonha em demonstrar seu preconceito. Essas atitudes afetam significativamente os indivíduos que vivenciam essa situação em seu dia a dia, fazendo com que se sintam incapazes de se amar e de se respeitar, isso gera, consequentemente, um aumento no índice de isolamento desse grupo social que, em muitos casos, preferem evitar sair nas ruas por receio de serem discriminados. Como exemplo disso, no filme, August utilizava um capacete para esconder
seu rosto no intuito de não ser o centro das atenções quando estava em algum lugar público.

Para tentar resolver a situação, a Constituição Federal de 1988 ressalta que todos são iguais perante a lei não podendo ter sua intimidade e a sua vida privada violadas, nessa mesma perspectiva o bullying se caracteriza como violência física e verbal, sendo assim o Estado não aprova tais práticas discriminatórias, podendo haver algum tipo de punição com quem realiza tal crime. Todavia, ainda é insuficiente para diminuir o preconceito instaurado na sociedade.

Então, leitor, peço que por um momento se permita olhar para as pessoas que não são como você, que não nasceram como você, e ver elas mesmas, na sua individualidade, assim como você faz com qualquer outra pessoa. Afinal é isso que são. Pessoas. Indivíduos. E em alguns casos nascidos fora dos padrões. “Carregamos dentro de nós as coisas extraordinárias que procuramos à nossa volta”, essa frase do filme nos faz pensar e refletir sobre a necessidade de começar a olhar dentro das pessoas e o que elas têm a oferecer, então “não julgue o livro pela capa” e “nem o menino pelo rosto” pois o conteúdosempre será o que mais importa.

 

Sobre o(a) Autor(a)

Marcela de Morais Mendes

Estudante do ensino médio que ama livros e filmes cujos pré requisitos são: surtar e se emocionar.
Publicado no Liceu Online por:

Cristian Junior

Mineiro metido a engraçadão, corinthiano e professor. Mestre em História pelo Programa de Pós Graduação em História da UFG. Tem experiência na área de História Política, com ênfases em História do Brasil Recente, Neoliberalismo no Brasil, Governo Collor (1990-1992), História da Imprensa e Charges e História. Como membro de grupos de pesquisa, atua nas áreas de Capitalismo e História e Filosofia Contemporânea.

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